Estudantes e professores vestiram preto em sinal de luto e fizeram um abraço simbólico no campus do bairro Dirceu, em Teresina. Reitor afirma que com o bloqueio de recursos o IFPI funciona até setembro.

Estudantes e professores fizeram abraço simbólico em campus do Instituto Federal do Piauí, em Teresina — Foto: Felipe Pereira/ TV Clube

Estudantes e professores fizeram abraço simbólico em campus do Instituto Federal do Piauí, em Teresina — Foto: Felipe Pereira/ TV Clube

Estudantes, professores e gestores do Instituto Federal do Piauí (Ifpi) fizeram um abraço simbólico no campus do bairro Dirceu, na Zona Sudeste de Teresina, em protesto contra o bloqueio de recursos federais de custeio do instituto. Manifestações semelhantes estão acontecendo em diversos campi do Piauí e do Brasil.

“Hoje estamos fazendo um abraço pela educação”, explicou a professora Liana Marreiros. Os alunos e professores se reuniram diante do campus usando roupas pretas, em sinal de luto.

“Os alunos estão muito preocupados, inclusive aqueles que recebem o benefício de assistência estudantil. Estão em pânico, achando que o benefício vai ser cortado”, disse a professora.

De acordo com o reitor da instituição, o professor Paulo Henrique Gomes, o bloqueio anunciado pelo Governo Federal para o IFPI representa um corte de 38% da verba do custeio. Com os recursos restantes, o instituto terá de fechar as portas até o mês de setembro de 2019.

“Isso quer dizer que não teremos como arcar com compromissos, como contrato de vigilância, contrato com motoristas, com cozinheiros, água, luz, telefone…”, enumerou o reitor.

Ainda segundo o reitor Paulo Henrique, as manifestações acontecem nesta segunda-feira (13) nos 647 campi em 568 municípios. O bloqueio também atinge a Universidade Federal do Piauí (Ufpi). Protestos foram realizados por estudantes dos campi de Floriano e Parnaíba

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